Honestamente, não sei o
que és. Não entendo o que sinto por ti. O que significas para mim. Isto é tudo
ainda tão novo na minha vida que deixa-me confusa. Sempre foi muito difícil
estar próximo de ti, mas mais doloroso ainda era estar longe. Longe de ti. Sem
te ver ou ouvir. Sem te tocar ou sentir. Fizeste com que eu descobrisse um novo
sentimento, o amor. Acho que lhe posso chamar assim: (de) amor.
Até
hoje, nunca tinha passado por nada assim. Por ti, já sofri e já sorri, mas no
entanto, continuo a precisar de ti como uma ferida precisa de um penso. De uma
cura.
Dizem
que o céu é o limite, mas contigo já consegui sonhar que voava para lá das
estrelas e do sol. Adoro deitar-me e pensar em ti. Imagino-me num lindo campo
verde. As árvores e flores que lá vivem são as mais bonitas que alguma vez já
vi. E eu, vestida com um lindo vestido azul cor de mar, permaneço ali junto à
tranquila natureza a ouvir os seus mais variados e elegantes musicais. É de
madrugada e o sol começa a despertar, e quando o terceiro raio solar se
projeta no céu, tu apareces montado num lindo cavalo branco vestido de
cavaleiro. Exatamente como um príncipe verdadeiro. O meu príncipe cavaleiro.
O meu guerreiro. O meu herói. Suavemente aproximas-te de mim e
estendes-me a mão. Com o coração a mil, eu subo para cima do cavalo junto a ti.
Levas-me até junto de uma cascata mágica, onde há bambis a beber água e
passarinhos a voar. É o lugar mais mágico que alguma vez vi. Por instantes,
sinto-me dentro de um sonho. Ajudas-me a sair de cima do cavalo branco, colocas as mãos
na minha cintura e juntos olhamos na mesma direção. Agora sim, estou
definitivamente a sonhar, ou pelo menos a viver o meu primeiro sonho: tu e eu, ali.
Mas por fim o mais inesperado acontece. Encostas o teu queixo ao meu ombro e
beijas-me a cara. Posso dizer que desde o primeiro dia em que te conheci que
enumero as caricias que recebo de ti, mas essa não seria para a contagem. Seria
para o meu coração. Coração esse que acelera à velocidade da luz até que de
repente colocas-te frente a mim e prendes o meu olhar. Nasce um cardume de
borboletas dentro da minha barriga a voar e a dançar. Tu vais-te
aproximando lentamente até começar a sentir a tua respiração na minha. A
respiração começa a ficar ofegante e a minha pele como se estivesse a arder.
Até que, por fim, me beijas.
Mas o mais engraçado é que apesar de tudo isto, todo este sonho e sentimento
quase real, eu continuo sem perceber o que és para mim. O que sinto por ti.
Um amor provavelmente para sempre platónico, mas ainda assim um amor. Ou
melhor, o meu primeiro amor.
Quando
ouço o teu nome sinto que vou explodir de ansiedade e de ternura. Sinto-me a
enlouquecer por ti. Completas-me sem me completar. Em nenhum lugar me consigo
sentir segura e confiante mas quando tu estás por perto é como se tudo se
tornasse possível e nada de mal me pudesse acontecer. Tudo o que tenho tentado
dizer é que te amo sem precisar de usar essa quase banal expressão que até quem tem uma pedra no lugar do coração usa, para iludir e magoar quem a ouve. Quero
ser diferente para que te sintas especial tal como o que sinto por ti.
Estás
sempre tão longe e ao mesmo tempo tão perto. Faço a minha vida sem ti ao
meu lado e no entanto é como se estivesses sempre aqui comigo pois nunca te consigo tirar do meu pensamento, nem do meu coração. Eu não quero que saias mas mesmo que
quisesse eu acho que não iria conseguir. Estou presa a este sentimento que me prende a ti.